Sobre este espaço

"Existem maneiras de pensar, agir e viver que possam ser mais satisfatórias, emocionantes, e principalmente dignas, do que as formas como pensamos, agimos e vivemos atualmente?"


Um de nossos tantos desejos... Se algum material que colocamos aqui, de alguma forma, estimular você a pensar ou sentir algo, pedimos de coração para que você use estas ideias. Copie, mude, concorde, discorde. A intenção deste blog é incentivar o questionamento e a intervenção das pessoas na sociedade. Pegue os textos, tire xerox, CONVERSE mais, faça por você, faça por todos nós, faça por ninguém. E se quiser, entre em contato(conosco, c/ qualquer um, com o meio, c/ a natureza...) Coletiva e humilde-mente - vive em paz, revolte-se!

sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Aroeira Coletivo de Agroecologia


O Coletivo

Formado em meados de 2012 a partir da vontade e necessidade de criar uma rede de pessoas envolvidas com a Agroecologia em Rio Grande. Surgiu para fortalecer ainda os projetos de hortas agroecológicas em andamento em diversas escolas da cidade, e a produção local da agricultura familiar.



Acreditamos que a Agroecologia é uma dinâmica diferenciada da agricultura convencional, pois busca a criação de agroecossistemas que envolvem as dimensões ambientais, educacionais, sociais, políticas, econômicas, culturais em geral. (Para saber mais sobre a Agroecologia visite a biblioteca do blog).


O coletivo encontra-se periodicamente, acompanhe pelo blog as datas e horários dos encontros.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Petição online para criação de ciclovia cassino-centro‏


http://www.avaaz.org/po/petition/Construcao_de_Ciclovia_entre_o_balneario_Cassino_e_o_Centro_de_Rio_Grande_1/?launch



Sem pretender que uma ciclovia seja solução para problemas de convivência das pessoas na cidade, quem usa bicicleta pra se locomover sabe do risco que é e, infelizmente um remédio, como é uma ciclovia, se faz necessário para que as pessoas que usam bicicletas possam se locomover com segurança. Mas é preciso pensar que ciclovias são o que "dá pra fazer no momento" em relação ao objetivo de dar segurança para ciclistas, e isso é importante sim, mas não traz consigo necessariamente algo que proporcione reflexão e mudança sobre nossa convivência.

Matheus

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Caminhos


AONDE ESTAMOS INDO?

Por que quanto mais progredimos mais nos matamos uns aos outros?

Caminho... não sei pra onde estou indo... mas sei, sinto que preciso me encontrar, te encontrando... e caminhar por outro caminho e em outra direção...

Sou assim comum você... um estranho semelhante...Falo daqui de dentro, dentro do meu sentimento, sentimento este que não foi obra exclusiva minha, mas antes, é fruto da vida, da sagrada Vida naturalmente e, em particular, deste modo de vida que nos angustia...desta máquina da qual somos peças...

As desilusões são boas... muitas vezes, pra dizer a verdade. Pois, em meio às formas violentas como nos relacionamos, talvez exista algo que nos permeie e que possa nos fazer (re)conhecer nossas Vidas. Que é?... não sei... posso dizer tantas palavras e não dizer nada. Mas, o que quero expressar é que, por mais que nos sintamos angustiados com o passar dos dias – este tempo aprisionado – será que não podemos perceber mais lucidamente o caminho em que estamos? E, se queremos continuar nesta direção ou se podemos mudar de verdade para algo mais verdadeiro e saudável?

Nossas situações diárias, em sua maioria servem para a continuidade deste mundo, para o progresso desta vida sem sentido. Isto é mais evidente em relação a coisas como o individualismo, à indiferença cotidiana, mas também em muitas outras “coisas” como trabalho, consumo, está clara a nossa dependência a esta máquina da morte. É a nossa formação dentro de nossa cultura. Assim, que mal existe em levar uma criança para o supermercado? Ou desde pequena incentivá-la com brinquedos e propagandas a ter um carro que pode (e muitas vezes faz) matar alguém (possivelmente ela)? Ou fazer com que uma criança sente-se no colo de um Papai Noel e lhe peça algo que com certeza ela não ganhará? A cobiça é um belo valor para se ensinar às crianças.

E os dias passam... e as coisas acontecem... e levamos nossas(?) vidas... divididos...vendidos...rendidos ao “ah...é assim que as coisas são” ou a crença de que podemos melhorar as coisas, continuando a fazer as mesmas coisas que nos destroem, como nas promessas dos partidos políticos. E as engrenagens não param...



Por que não se focar nas interações, nos contatos e influências mútuas? Contato com ou outros, que por mais que sejam ‘outros’ também são como nós, seres vivos, plantas, pessoas, animais, outras culturas. Não foi sempre assim que as coisas foram e não é assim que as coisas precisam ser. Se a cada dia fica mais evidente que nosso mundo é perverso e que a hipocrisia que ajuda a escondê-lo também fica mais escancarada, por que prosseguir no progresso? “Votar consciente”, “reciclar os resíduos”, “consciência no trânsito”, “melhorar a educação”, PROGRESSO... porque acreditamos nisso ainda?
Não quero melhorar esta máquina, quero abandoná-la...

Matheus

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Outros ambientes



Aí está uma verdadeira experiência de alternativas de convívio, humano e ambiental. O vídeo fala coisas importantes para se repensar as nossas vidas. Com o avanço da modernidade vivemos profundas crises, por assim dizer, sócio-ambientais. Não só as relações com os seres vivos em geral é violenta, como também, e ligado a isto, as relações entre humanos estão evidentemente doentias. Bom, dizer isto é praticamente "chover no molhado", uma vez que, de diferentes formas e intensidade, nós que vivemos na civilização sentimos os sofrimentos resultantes do modo de vida do qual dependemos.  E é neste sentido, repensando as coisas das quais dependemos e que nos matam, como uma droga, que as alternativas podem florescer.
É claro que a questão (qual?) não se resume a existência de alternativas a serem escolhidas (http://www.youtube.com/watch?v=_HEEXVtkVNc), mas, podemos pensar antes o que nos faz querer ficar dependendo da sociedade industrial e seus vícios, e porque desejaríamos/deveríamos criar outras coisas. Pois percebemos, mesmo que com irresponsabilidade, que quanto mais avançamos no sagrado progresso, mais damos de cara com a miséria humana. Fica cada vez mais inegável que não estamos no caminho certo e, ao mesmo tempo continuamos...Então, hoje em dia, com todas as propostas de melhorar este modo de vida através de coisas como a tecnologia e a ciência, ou então a promoção de uma responsabilidade social, ou quaisquer outras ideias que estejam partindo do princípio de que devemos continuar este modo de vida, podemos colocar em questão a necessidade e possibilidade de tentar construir outra coisa, mais saudável e verdadeira, uma vez que este mundo nos condena a suas inevitáveis consequências perversas.
Um exemplo disto é o que vejo na faculdade em relação à questão ambiental. É que se discute como despertar uma consciência ecológica apostando em consumo consciente, tecnologias limpas e etc., negando-se a importância de se caminhar para outra direção.  Em uma discussão sobre, por exemplo, as mudanças que virão com o crescimento da cidade de Rio Grande (http://www.youtube.com/watch?v=s_QdZevU8S0), fala-se em 'alternativas' para lidar com seus problemas. Para o fluxo de automóveis, mais vias e talvez surjam ciclovias; Para o problema de cursos hídricos, parques serão instaurados; até hortas comunitárias são uma possibilidade; todas as formas de compensação ambiental; estações de energia eólica, etc. "Pois é, mas o que você quer? Que tudo fique como está? Não vê que estas coisas são exemplos de melhorias", é disto que estou falando. Agora, a possibilidade de "começar do zero" com outras formas de lidar com a vida, com o tempo, com o espaço, trabalho, alimento, pessoas e seres vivos em geral, não é considerada ou é condenada como utópica, pois não poderíamos viver sem essas coisas essenciais como carros, armas, drogas, cinema, computadores, etc.

Matheus

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Massa Crítica Cassino

Nesta sexta, 2/12, acontecerá mais uma massa crítica do cassino à Furg. O encontro será no Chapéu de Palha, ao lado da cancha de bocha na avenida rio grande, às 9:00h. Vamos celebrar mais uma pedalada neste trecho caótico e bonito que tem como cicatriz a rs-734, pois todos os dias, @s ciclistas são invisíveis e esquecid@s. MENOS CARRO, MAIS VIDA! O ESPAÇO EXISTE PARA TODOS SERES VIVOS!





domingo, 27 de novembro de 2011

Existe vida sem gaiola(?)!


Perceba-se...
Situar-se não significa apenas saber as horas, o nome da rua ou o dia do mês. No meio urbano vivemos(?) um cotidiano de ambientes desola-dores, onde quase não possuímos espaço! ...onde não exercemos, praticamente, nenhum tipo de contato com a Vida... com os seres e a natureza... ao redor... de onde estamos (?) essencialmente conhecendo-nos e reconhecendo-nos... relacionados de alguma maneira. Entretanto, com nosso comportamento, interrompemos constantemente suas transformações... desbravando... desmatando... matando, na maioria dos casos, em nome do tal ‘progresso’, orgulhosíssimo, que vacina os absurdos de nossa violência...  e inquestionável-mente... devasta(mos). Pode-se! ... Mas sim... perceber que o modo de vida ‘convencional’ que reproduzimos atualmente condena-nos a cada instante... com esta mesma violência imposta... que, no entanto, não é percebida. Durante nossa perigosa rotina, desconhecemos a Vida, ignoramos os ambientes... a nossa própria essência, a nossa própria história. O que viemos a compreender são apenas objetos (im)puramente materiais e... nocivos. ... No cenário artificial de nossas vidas... aprisionadas...
... de raízes cortadas...
... mas ainda vivas!


Rafael

sábado, 8 de outubro de 2011

Buquê de quê?(1)

“Violência é gratuita, de graça e costume...
Ao domesticá-la”.

Rafael

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Que memória?

   Abaixo seguem-se links sobre o monumento em homenagem ao Gal. Golbery do Couto e Silva, que será construído na Praça Tamandaré. É claro que se olharmos com atenção, praças, ruas e muitos outros monumentos recebem os nomes destes "grandes personagens históricos", fato que cumpre com o papel de dar legitimidade e identidade a um evento, a uma nação, etc. O mais importante, ao meu ver, não é se o monumento vai ou não ser erguido (sou contra, aliás, contra qualquer monumento em homenagem a alguém ilustre), mas antes, o que podemos e devemos repensar sobre o que está por traz destes vultos, como no caso do Golbery, homem de grande influência na implementação da ditadura militar e que, ao mesmo tempo, sob diferentes olhares, pode ser alvo tanto de repúdio como de orgulho. Assisti a um debate na Furg, na segunda-feira, dia 12/09/2011, sobre a campanha da legalidade, e surgiu este assunto do monumento. Achei bem pertinente e provocativa a fala de um dos que estavam na mesa, no caso, o coordenador do curso de história da Ufrgs, Enrique Serra Padrós. Dentre outras coisas, disse, pelo que me lembro, que com certeza o Golbery teve um papel no desenvolvimento da cidade de Rio Grande, mas que estes eventos fazem parte de um todo maior. Até brincou dizendo que achava que daqui a pouco teria de lembrar que Adolf Hitler combateu o desemprego na Alemanha.

   Ah, importante lembrar que a pedra fundamental já foi colocada no local. E já foi depredada, evidência de consciência crítica e de consequente revolta, com toda razão, pois, violência não se faz atacando coisas sem vida como estátuas, carros, lojas, violência se faz contra seres vivos, seres humanos, como por exemplo, todos os casos de tortura e assassinatos de pessoas na ditadura militar.

   Bom, aí estão os links, de um texto crítico sobre o monumento, de vários posts sobre o tema e de um abaixo assinado contra sua construção:

http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/09/07/sobre-o-monumento-ao-general-golbery-do-couto-e-silva/

http://memoriasdochico.wordpress.com/tag/golbery-do-couto-e-silva/page/3/

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13643

Matheus

terça-feira, 30 de agosto de 2011