Sobre este espaço

"Existem maneiras de pensar, agir e viver que possam ser mais satisfatórias, emocionantes, e principalmente dignas, do que as formas como pensamos, agimos e vivemos atualmente?"


Um de nossos tantos desejos... Se algum material que colocamos aqui, de alguma forma, estimular você a pensar ou sentir algo, pedimos de coração para que você use estas ideias. Copie, mude, concorde, discorde. A intenção deste blog é incentivar o questionamento e a intervenção das pessoas na sociedade. Pegue os textos, tire xerox, CONVERSE mais, faça por você, faça por todos nós, faça por ninguém. E se quiser, entre em contato(conosco, c/ qualquer um, com o meio, c/ a natureza...) Coletiva e humilde-mente - vive em paz, revolte-se!

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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Massa Crítica Cassino

Nesta sexta, 2/12, acontecerá mais uma massa crítica do cassino à Furg. O encontro será no Chapéu de Palha, ao lado da cancha de bocha na avenida rio grande, às 9:00h. Vamos celebrar mais uma pedalada neste trecho caótico e bonito que tem como cicatriz a rs-734, pois todos os dias, @s ciclistas são invisíveis e esquecid@s. MENOS CARRO, MAIS VIDA! O ESPAÇO EXISTE PARA TODOS SERES VIVOS!





sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Earth First




Com o progresso da crítica cultural, novas formas de se opor ao sistema vêm se desenvolvendo. Uma manifestação singular desse descontentamento social é expressada pelo movimento Earth First. Acho relevante disseminar essas manifestações, apesar de ser sempre necessário se fazer uma critica quanto ao que é apresentado. Só assim não corremos o risco de sermos levados para corrente sem nem ao menos saber qual o destino.  Ai vai um pouco do que "é" o movimento:

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Earth First!
PORQUE EARTH FIRST?
Você está cansado de grupos ambientais piegas? Você está cansado de ambientalistas corporativos super-pagos que pelam o saco dos burocratas e da indústria? Você foi desabilitado pela abordagem reducionista de profissionais ambientais e cientistas?

Se você respondeu sim a qualquer uma destas perguntas, então Earth First! é para você. Earth First! é efetivo. Nossa linha de frente, a abordagem de ação direta para proteger a vida selvagem consegue resultados. Nós tivemos sucesso em casos onde outros grupos ambientais desistiram, e chamamos a atenção pública às crises afrontando o mundo natural.

Earth First! foi fundado em 1979, em resposta a uma comunidade ambientalista letárgica, transigente e crescentemente corporativa. Earth First! tem uma conduta decididamente diferente em relação aos problemas ambientais. Nós acreditamos em usar todas as ferramentas disponíveis, se estendendo desde organizar o povão e o envolvimento no processo legal até a desobediência civil e a danificação de equipamentos.

Earth First! é diferente de outros grupos ambientais. Aí estão algumas coisas para se ter em mente sobre o Earth First! e algumas sugestões para ser um Earth First!er ativo e útil: Primeiro de tudo, Earth First! não é uma organização, e sim um movimento. Não existem "membros" do Earth First!, somente Earth First!ers. É uma convicção no biocenrismo de que a vida (a Terra) vem primeiro, e um exercício de pôr as nossas convicções em ação.

Embora haja uma ampla diversidade dentro do Earth First! (de vegans defensores dos direitos dos animais a guias de caças em selvas, de sabotadores a atentos seguidores de Gandhi, de gentalha bêbada da roça a filósofos pensativos, de misantropos a humanistas), há acordo em uma coisa, a necessidade de ação!

EARTH FIRST É DIFERENTE!
Para começar, nós não acreditamos que é suficiente preservar uma parte da nossa vida selvagem remanescente. Nós precisamos preservá-la toda, e é tempo de recriar vastas áreas selvagens em todos os ecossistemas do planeta: identificar áreas-chave, fechar estradas, remover aproveitamentos e reintroduzir as espécies animais extirpadas.

Não é suficiente nos opormos à construção de novas barragens. É tempo de libertar os nossos rios algemados e derrubar Hetch Hetchy, Glen Canyon, New Melones, Tellico e outras monstruosidades de concreto.

Enquanto muitos grupos ambientais são membros do establishment político americano e adotam essencialmente a visão de mundo antropocêntrica (centrada no ser humano) da civilização industrial, nós dizemos que as idéias e manifestações da civilização industrial são anti-Terra, anti-mulher e anti-liberdade. Nós estamos desenvolvendo um novo paradigma biocêntrico baseado no valor intrínseco de todas as coisas da natureza: a Ecologia Profunda. Earth First! acredita na vida selvagem por si mesma.

Fazer lobbies, processos judiciais, escrever cartas e documentos de pesquisas são importantes e necessários. Mas não são o suficiente. Os Earth First!ers também usam a confrontação, o teatro engajado, a ação direta e a desobediência civil para lutar pelas áreas selvagens e processos vitais. E, embora não ignoremos ou condenemos a danificação de equipamentos, a ecotagem ou outras formas de destruição de propriedade, nós apresentamos um fórum para a troca de idéias de oposição criativa ao ídolo do progresso, incluindo idéias sobre danificação de equipamentos.

Para evitar a cooptação, nós achamos necessário evitar a estrutura organizacional corporativa tão facilmente abraçada por muitos grupos ambientais. Earth First! é um movimento, não uma organização. Nossa estrutura é não-hierárquica. Nós não temos uma "equipe profissional" bem paga ou uma liderança formal. Dizendo mais simplesmente, a terra deve vir primeiro.

O QUANTO PROFUNDA É A SUA ECOLOGIA?
Uma coisa é certa quando tende a preservar a integridade, a estabilidade e a beleza da comunidade biótica . Ela é errada quando tende a outra coisa. (Aldo Leopold)

O insight central de John Muir e da ciência da ecologia foi a compreensão de que todas as coisas são conectadas, relacionadas; que os seres humanos são meramente uma das milhões de espécies que foram formadas pelo processo de evolução por três e meio bilhões de anos. Com esta compreensão, podemos responder melhor à questão "Por que a vida selvagem?"

É porque a vida selvagem dá belos cartões postais? Porque ela protege as bacias hidrográficas para o uso da vazante pela agricultura, a indústria e as casas? Porque ela tira as teias de aranha da nossa cabeça depois de uma longa semana na fábrica de automóveis ou diante do terminal de vídeo? Porque ela preserva as oportunidades de extração de recursos para as futuras gerações de humanos? Porque alguma planta desconhecida que vive no ermo pode conter a cura do câncer?

Não. É porque a vida selvagem existe. Porque ela é o mundo real, o fluxo da vida, o processo da evolução, o repositório destes três bilhões e meio de anos de viagem compartilhada.

Todas as coisas da natureza têm valor intrínseco, importância inerente. O seu valor não é determinado pelo barulho que elas farão soar na caixa registradora, nem se elas são boas ou não. Elas são. Elas existem. Por si mesmas. Sem consideração com qualquer valor real ou imaginado para a civilização humana.

Ainda mais importante que a criatura selvagem individual é a comunidade selvagem interconectada – a vida selvagem, o fluxo de vida não-impedido pela interferência industrial ou pela manipulação humana. Estes temas gêmeos da interconexão e do valor instrínseco formam o âmago das idéias de pensadores ecológicos pioneiros tais como John Muir, Aldo Leopold e Rachel Carson, e são a base da ação dos Earth First!ers. Esta visão de mundo biocêntrica, oposta ao paradigma antropocêntrico da civilização (e à posição reformista dos grupos ambientais do mainstream), tem sido desenvolvida na filosofia da Ecologia Profunda por filósofos como Arne Naess, da Noruega, John Seed, da Austrália, Alan Drengson, do Canadá e George Sessions, Bill Devall, Dolores LaChapelle e Gary Snyder, dos Estados Unidos, entre outros.

Earth First!, resumindo, não opera sobre a base do pragmatismo político, ou do que é percebido como possível. A vida selvagem não é algo que possa ser comprometido na arena política. Nós somos defensores sem pedir desculpas do mundo natural, da Terra.


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Link do Earth First!: http://www.earthfirst.org/

Ass: MagrO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dirigindo CARROS e cavalgando BOMBAS

        Você já percebeu alguma vez em sua vida que quanto mais rápido fazemos algo, mais temos pressa?

        É assim que vivemos nossas vidas. Sempre com pressa. Sempre tentando chegar, o mais rápido e confortavelmente possível, em lugares que nem ao menos desejamos estar. Pessoas compram carros velozes e motos ágeis para irem trabalhar em empregos que detestam. Pessoas usam os ônibus lotados e caros para irem ás escolas que, no fundo, acham um grande saco. E assim seguimos, tentando chegar cada vez mais rápido. Sempre preocupados com o trajéto, mas nunca com o destino.

        Todos nós sabemos que a cultura de usar carros particulares é mortal para nós, para os outros e até para o meio ambiente. Sabemos que sempre que saímos de casa dirigindo um carro, estamos aumentando as chances de causar um acidente grave onde, além de nós mesmos, podemos acabar com a vida de outras pessoas. Sabemos que a cada dia que saímos de casa dirigindo um carro, estamos contribuindo para a degradação insana do meio ambiente natural onde vivemos. Mas, ainda assim, saímos de casa dirigindo nossas luxuosas e (IN)úteis máquinas de destruição.

       Mas como culpar os motoristas solitários, presos voluntários em suas caixas ambulantes de metal e vidro? Afinal, a culura de nossa civilização levantou o carro em um pedestal de ouro, como se fosse uma relíquia, uma medalha. Na cultura do "ter é ser", TER um carro significa SER como o carro. Quanto mais bonito, veloz, potente e caro é seu automóvel, mais bonito, eficiente, e rico você é. É assim que as pessoas de minha geração enxergam essa praga motorizada.
  
       É só visitar uma cidade grande como São Paulo, Rio de Janeiro etc. que você perceberá que, em nosso futuro, não existirá tantos automóveis. O futuro não terá tantos carros, o futuro NÃO PODE ter tantos carros. Com tantos automóveis como há hoje, e com o aumento assutadoramente crescente de carros que são produzidos e vendidos a cada dia, não haverá futuro. Hoje, uma das práticas mais insustentáveis que cultivamos é a cultura, ou talvez encaixe melhor "loucura", de querer ter carro como um símbolo de status.

        Não estou te culpando se você adora automóveis e diz que nunca deixará de ter um. Afinal, o automóvel é o novo ópio do povo. Comprar um carro, em nossa cultura, é a forma mais fácil de agradar as pessoas à sua volta. É uma forma de ser bonito para todos, sem precisar se dar ao trabalho de procurar alguém que te ache bonito pelo que você é. É uma forma fácil de ser requisitado pelos amigos, sem precisar se dar ao trabalho de mostrar sua importância para eles pela sua personalidade. É uma forma fácil de adquirir status, sem precisar lutar tantas outras batalhas que te elevem ao mesmo nível. As consequências? Pouco importam. Afinal, todo dia nossa cultura sussurra em nosso ouvido:

"Já está tudo perdido, cedo ou tarde tudo acabará, não há como mudar. Aproveite o dia de hoje, e só se preocupe com as consequêcias se elas atingirem você"


Estamos cavalgando em uma bomba atômica... e só conseguimos pensar em quão legal e divertido isso é.
      





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Ass: MagrO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bicicleta meio, Bicicleta fim.


Qualquer cidade urbanizada é essencialmente um lugar hostil. Creio que não seja nem necessário citar intelectuais que legitimem essa sentença.

Basta sair na rua e perceber. Cada ponto da cidade exerce uma força sobre nós. Somos pressionados por essa força a cada momento em que estamos inseridos na selva de pedra. Toda sua organização física parece ter sido modelada por alguma criaturinha cruel sentada em uma mesa em seu “Departamento de Repressão Subliminar”. Você percebe isso, só talvez não interprete da mesma forma – mas creio que ainda assim, independente de sua interpretação, você pode sentir que a cidade É hostil.

"Quando eu vejo um adulto em uma bicicleta, eu tenho esperanças na raça humana"
H. G. Wells

Se ainda discorda, tente se locomover em sua cidade em percursos de média distância. Você só tem quatro opções: você pode ir a pé, e chegar ao questionamento sobre o porquê de seu bairro ter sido construído tão longe de tudo, excluindo-o de outros setores da cidade; você pode ir de carro (se tiver condições financeiras para ter um) e enfrentar a luta violenta digladiadora que é dirigir em uma cidade superlotada de automóveis e de relógios (sim, o tempo é premio para os apressados); você pode ir de transporte coletivo – ou como alguns “cegos narcisistas” gostam de chamar, transporte “público” - , e se sujeitar à uma empresa egoísta que faz parte de uma sub-máfia do poder, instrumento de manutenção da hierarquia política e da contenção do descontentamento popular (pra não falar que a tarifa é mais que abusiva e o serviço sujo); e, por mais incrível que pareça, última opção em um mundo de ‘tecnologias libertadoras’, ir de BICICLETA.


A BICICLETA, o cavalo branco dos neo-ativistas libertários ecológicos e, ao mesmo tempo, o velho camelo desdentado do pobre trabalhador que não recebe o suficiente para sustentar um transporte motorizado. A “bike” – e principalmente os movimentos ciclo-ativistas atuais – vem sendo, em minha opinião, o meio mais eficiente de gerar um questionamento sobre a atual condição do morador de cidades urbanizadas. A bicicleta e seu caráter ecológico, sua simplicidade tecnológica, seu baixo custo econômico e, principalmente, sua capacidade de integrar o pensamento do usuário ao seu ambiente faz dela uma arma a ser reconhecida na luta por uma mentalidade mais reflexiva – em meio a um mar de outdoors que mal nos dão brecha para pensar.


Esta é a idéia, pensar a bicicleta como um instrumento de integração (uma integração real, não aquela patética promovida pela empresa mesquinha de transporte coletivo). Ainda existem formas de viver diferentes daquelas que as forças sociais da urbanização nos impelem, só precisamos encontrá-las, mesmo que, em um primeiro contato, sejam formas simples e pequenas – afinal, como o chavão já diz, de pequenos atos se faz um grande espetáculo.

DE BIKE É MAIS LEGAL
DE BIKE É MAIS ÉTICO
DE BIKE É MAIS ECOLOGICO
DE BIKE É MAIS BARATO
DE BIKE É MAIS...

Respeite a sua vida e seu ambiente, locomova-se de bicicleta sempre que puder. (e se não puder/quiser, respeite um carro a menos para poluir a cidade em todos os sentidos que um carro pode poluir).

Ass: MagrO