Sobre este espaço

"Existem maneiras de pensar, agir e viver que possam ser mais satisfatórias, emocionantes, e principalmente dignas, do que as formas como pensamos, agimos e vivemos atualmente?"


Um de nossos tantos desejos... Se algum material que colocamos aqui, de alguma forma, estimular você a pensar ou sentir algo, pedimos de coração para que você use estas ideias. Copie, mude, concorde, discorde. A intenção deste blog é incentivar o questionamento e a intervenção das pessoas na sociedade. Pegue os textos, tire xerox, CONVERSE mais, faça por você, faça por todos nós, faça por ninguém. E se quiser, entre em contato(conosco, c/ qualquer um, com o meio, c/ a natureza...) Coletiva e humilde-mente - vive em paz, revolte-se!

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sábado, 4 de janeiro de 2014

CONTRA A SOCIEDADE DE MASSAS por Chris Wilson


Por Chris Wilson

Muitas pessoas desejam uma existência livre da autoridade coercitiva, onde cada um estaria em liberdade para fazer as escolhas de sua própria vida, à imagem de suas próprias necessidades, valores e desejos. Para que tal liberdade seja possível, nenhuma pessoa individual pode estender sua esfera de controle sobre a vida dos outros sem a sua escolha. Muitos que lutam contra a opressão no mundo moderno esforçam-se para conceituar “sociedade livre” tentando meramente reformar as mais poderosas e coercitivas instituições de hoje em dia, ou substituí-los por governos “diretamente democráticos”, municipalidades comunitariamente controladas, federações industriais de propriedade do trabalhador, etc. Aqueles que priorizam os valores da autonomia pessoal ou não controlada e existência selvagem têm razões para se opor e rejeitar todas as organizações de grande porte e sociedades com o argumento de que estas necessitam de imperialismo, escravidão e hierarquia, independentemente do propósito para o qual foram criadas.

Os humanos são sociáveis por natureza, mas são seletivos para com quem desejam se associar. Por companheirismo e apoio mútuo, as pessoas naturalmente desenvolvem relacionamentos com aqueles com quem compartilham uma afinidade. Porém, apenas nos últimos tempos as pessoas têm se organizado em agrupamentos de grande porte compostos por estranhos que compartilham poucas e irrelevantemente pouco em comum uns com os outros. Por mais de 99 por cento da história humana, humanos viveram em pequenos e igualitários arranjos familiares estendidos, enquanto extraiam sua subsistência diretamente da terra. Os bandos de coletores e as comunidades hortícolas nômades do passado e do presente são conhecidos por terem desfrutado de extensos tempos de lazer e raramente precisavam de mais de 2 ou 4 horas diárias em média para satisfazerem suas necessidades. Fome e guerra são extremamente raras nessas sociedades. Adicionalmente, saúde física, qualidade dentária e a média do tempo de vida de comunidades de pequeno porte são significativamente maiores que as de sociedades agrícolas e as primeiras sociedades industriais. Líderes são temporários, e não possuem poder além de sua habilidade de persuasão. Enquanto caçadores-coletores e agricultores de corte e queima realizam de fato uma alteração do ambiente local que são por vezes um desperdício, eles precisam provar a si mesmos que são adaptações ecológicas estáveis. A coleta serviu a humanidade por três milhões de anos, enquanto a horticultura vem sendo usada na bacia amazônica por aproximadamente 9.000 anos. As culturas de pequeno porte que restam hoje geralmente preferem seu modo de vida tradicional e muitos estão atualmente empreendendo uma impressionante resistência política contra corporações e governos que querem assimilá-los à força, de modo que sua terra e trabalho possam ser explorados. As pessoas raramente entram em organizações de massa sem serem coagidas, já que isso leva a uma diminuição da liberdade e da saúde.

A ascensão da civilização tornou-se possível por meio da produção em massa compulsória. Quando certas sociedades passaram a priorizar a produtividade agrícola como seu maior valor, eles começaram a submeter à força toda a vida ao alcance de suas cidades para esse fim. Comunidades de pessoas que desejavam coletar ou plantar sobre a terra para subsistência seriam impiedosamente abatidos ou escravizados e os ecossistemas que habitam seriam convertidos em terras agrícolas para alimentar as cidades. Aqueles comprometidos com a facilitação de tempo integral das colheitas e com a produção animal residiriam na zona rural nas proximidades, enquanto os funcionários públicos, comerciantes, engenheiros, militares, funcionários e prisioneiros habitavam as cidades. A tarefa de criar um excedente para alimentar uma classe especialista crescente fez com que as atribuições dos produtores de alimentos se intensificassem, criando, simultaneamente, a necessidade de mais terra, tanto para a agricultura como para a extração de materiais para construção e combustível. Os seres humanos foram forçados a servidão para o benefício de instituições de sua cultura de produção como um pré-requisito para a sobrevivência e a vida não-humana foi tanto explorada como eliminado para a realização de projetos humanos. Para ocupar a terra, uns seriam obrigados a pagar tributo continuamente na forma de um imposto ou dízimo (ou, mais recentemente, na forma de aluguel ou hipoteca), consequentemente exige-se de uns que dediquem a maior parte do seu tempo e energia a uma forma de emprego politicamente aceita. Ao serem obrigadas a satisfazerem as exigências dos proprietários ou empregadores em troca de espaço pessoal e mercadorias, torna-se impossível para as pessoas ganharem a vida através da caça de subsistência ou da horticultura. Embora as comunidades auto-suficientes de pequeno porte resistissem ou fugissem a intrusão de forças militares e comerciais, aquelas que falhassem seriam assimiladas. Posteriormente, elas rapidamente se esquecem de suas práticas culturais, fazendo com que se tornem dependentes de seus opressores para a sobrevivência.

O capitalismo é a atual manifestação dominante da civilização. A economia capitalista é controlada principalmente por empresas subsidiadas pelo Estado, essas organizações são de propriedade de acionistas que são livres para tomar decisões de negócios sem serem considerados pessoalmente responsáveis consequências. Legalmente, as empresas gozam do estatuto de indivíduos e, portanto, o lesado só pode atingir os bens da empresa em um processo judicial, e não os bens de propriedade dos acionistas individuais. Os empregados por essas corporações são legalmente obrigados a perseguir o lucro acima de todas as outras preocupações possíveis (por exemplo, a sustentabilidade ecológica, a segurança do trabalhador, saúde comunitária, etc.) e podem ser demitidos, processados, ou julgados se fizerem o contrário.Como uma forma tecnologicamente avançada da civilização, o capitalismo invade e utiliza ainda maior território, causando redução do espaço disponível para a vida florescer livremente para seus próprios fins. Assim como a civilização, o capitalismo recruta tanto a vida humana como a não-humana à servidão se as considerar útil, e descarta-as se a considerar como o contrário. Sob o capitalismo, a maioria das pessoas passam a maior parte consciente de cada dia (normalmente 8-12 horas) envolvidas em trabalho sem sentido, monótono, arregimentado, e muitas vezes fisicamente e mentalmente prejudicial para obter as necessidades básicas. Indivíduos privilegiados tendem a trabalhar de forma intensiva e extensivamente, normalmente para responder à pressão social ou para satisfazer uma dependência de bens materiais e serviços. Por causa da apatia, alienação e falta de poder que caracteriza a experiência diária comum, a nossa cultura apresenta altas taxas de depressão, doença mental, suicídio, dependência de drogas, e relacionamentos disfuncionais e abusivos, juntamente com numerosos modos de existência indireta (por exemplo, através da televisão, filmes, pornografia, jogos de vídeo-game, etc.).

A civilização, não o capitalismo em si, foi a gênese do autoritarismo sistêmico, servidão obrigatória e isolamento social. Assim, um ataque contra o capitalismo que não consegue atingir a civilização nunca pode abolir a coerção institucionalizada que alimenta a sociedade. Tentar coletivizar a indústria com o objetivo de promover a democratização é deixar de reconhecer que todas as organizações de grande porte adotam uma direção e forma que é independente das intenções dos seus membros. Se uma associação é muito grande para que uma relação face à face entre os membros seja possível, torna-se necessário delegar responsabilidades de decisão aos representantes e especialistas, a fim de alcançar os objetivos da organização. Mesmo que os delegados sejam eleitos por consenso ou por maioria de votos, os membros do grupo não podem fiscalizar todas as ações dos delegados a menos que a organização seja pequena o suficiente para que todos possam acompanhar os outros em uma base regular. Líderes ou especialistas delegados não podem ser responsabilizados por mandatos, nem podem ser atentados para o comportamento irresponsável ou coercivo, a não ser que estejam sujeitos a supervisão frequente por uma ampla seção transversal do grupo. Isso é impossível em uma economia baseada em uma divisão altamente estratificada de trabalho onde determinado indivíduo não pode concentrar-se sobre, ou até mesmo ver, as ações do resto. Além disso, os delegados eleitos irão atribuir mais tempo e recursos para preparar e apresentar um caso para os seus objetivos pessoais, e são, portanto, maiores as chances de ganhar mais poder através do engano e manipulação. Mesmo que o grupo como um todo determine todas as políticas e procedimentos (que em si é impossível quando o conhecimento especializado é necessário), e aos delegados só é atribuída a função de aplicá-las, eles ainda vão agir de forma independente quando eles não concordarem com as regras e estamos confiantes de que eles podem escapar da punição ignorando-as. A democracia é necessariamente representativa, não direta, quando praticada em grande escala - é incapaz de criar organização sem hierarquia e controle.

Como as organizações de massa devem aumentar a produção para manter a sua existência e se expandir, eles tendem a estender de forma imperialista seu âmbito de influência. Porque as cidades e indústrias dependem de insumos externos, eles pretendem aproveitar as áreas circundantes para uso agrícola e industrial, tornando-as inóspitas tanto para os ecossistemas não-humanos como para as comunidades humanas auto-suficientes. Esta área será expandida em relação a qualquer aumento da população ou de especialização de mão de obra que ocorra na cidade. Alguém poderia argumentar que a produção industrial poderia ser mantida e ainda reduzida, deixando aos ecossistemas e aos povos não-industriais algum espaço para co-existir. Em primeiro lugar, esta proposta convida a questão de por que a civilização deve determinar seus próprios limites, em vez de as vítimas de sua predação. Em segundo lugar, não há exemplos históricos de economias de produção que não se expandem, principalmente porque elas precisam se expandir depois de esgotar todos os recursos à sua disposição a qualquer momento.

A complexidade estrutural e a hierarquia da civilização devem ser recusadas, juntamente com o imperialismo político e ecológico que se propaga por todo o globo. Instituições hierárquicas, a expansão territorial, bem como a mecanização da vida são todos necessários para a administração e processo de produção em massa ocorrer. Apenas pequenas comunidades de indivíduos auto-suficientes podem coexistir com outros seres, humanos ou não, sem impor sua autoridade sobre eles.


Chris Wilson

Anti Copyright, 2001.

chrswlsn@yahoo.com

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Fonte: Green Anarchy #6
Original: panfleto Our Enemy Civilization, EUA
Tradução: Carlos Teixeira

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Caminhos


AONDE ESTAMOS INDO?

Por que quanto mais progredimos mais nos matamos uns aos outros?

Caminho... não sei pra onde estou indo... mas sei, sinto que preciso me encontrar, te encontrando... e caminhar por outro caminho e em outra direção...

Sou assim comum você... um estranho semelhante...Falo daqui de dentro, dentro do meu sentimento, sentimento este que não foi obra exclusiva minha, mas antes, é fruto da vida, da sagrada Vida naturalmente e, em particular, deste modo de vida que nos angustia...desta máquina da qual somos peças...

As desilusões são boas... muitas vezes, pra dizer a verdade. Pois, em meio às formas violentas como nos relacionamos, talvez exista algo que nos permeie e que possa nos fazer (re)conhecer nossas Vidas. Que é?... não sei... posso dizer tantas palavras e não dizer nada. Mas, o que quero expressar é que, por mais que nos sintamos angustiados com o passar dos dias – este tempo aprisionado – será que não podemos perceber mais lucidamente o caminho em que estamos? E, se queremos continuar nesta direção ou se podemos mudar de verdade para algo mais verdadeiro e saudável?

Nossas situações diárias, em sua maioria servem para a continuidade deste mundo, para o progresso desta vida sem sentido. Isto é mais evidente em relação a coisas como o individualismo, à indiferença cotidiana, mas também em muitas outras “coisas” como trabalho, consumo, está clara a nossa dependência a esta máquina da morte. É a nossa formação dentro de nossa cultura. Assim, que mal existe em levar uma criança para o supermercado? Ou desde pequena incentivá-la com brinquedos e propagandas a ter um carro que pode (e muitas vezes faz) matar alguém (possivelmente ela)? Ou fazer com que uma criança sente-se no colo de um Papai Noel e lhe peça algo que com certeza ela não ganhará? A cobiça é um belo valor para se ensinar às crianças.

E os dias passam... e as coisas acontecem... e levamos nossas(?) vidas... divididos...vendidos...rendidos ao “ah...é assim que as coisas são” ou a crença de que podemos melhorar as coisas, continuando a fazer as mesmas coisas que nos destroem, como nas promessas dos partidos políticos. E as engrenagens não param...



Por que não se focar nas interações, nos contatos e influências mútuas? Contato com ou outros, que por mais que sejam ‘outros’ também são como nós, seres vivos, plantas, pessoas, animais, outras culturas. Não foi sempre assim que as coisas foram e não é assim que as coisas precisam ser. Se a cada dia fica mais evidente que nosso mundo é perverso e que a hipocrisia que ajuda a escondê-lo também fica mais escancarada, por que prosseguir no progresso? “Votar consciente”, “reciclar os resíduos”, “consciência no trânsito”, “melhorar a educação”, PROGRESSO... porque acreditamos nisso ainda?
Não quero melhorar esta máquina, quero abandoná-la...

Matheus

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Massa Crítica Cassino

Nesta sexta, 2/12, acontecerá mais uma massa crítica do cassino à Furg. O encontro será no Chapéu de Palha, ao lado da cancha de bocha na avenida rio grande, às 9:00h. Vamos celebrar mais uma pedalada neste trecho caótico e bonito que tem como cicatriz a rs-734, pois todos os dias, @s ciclistas são invisíveis e esquecid@s. MENOS CARRO, MAIS VIDA! O ESPAÇO EXISTE PARA TODOS SERES VIVOS!





domingo, 27 de novembro de 2011

Existe vida sem gaiola(?)!


Perceba-se...
Situar-se não significa apenas saber as horas, o nome da rua ou o dia do mês. No meio urbano vivemos(?) um cotidiano de ambientes desola-dores, onde quase não possuímos espaço! ...onde não exercemos, praticamente, nenhum tipo de contato com a Vida... com os seres e a natureza... ao redor... de onde estamos (?) essencialmente conhecendo-nos e reconhecendo-nos... relacionados de alguma maneira. Entretanto, com nosso comportamento, interrompemos constantemente suas transformações... desbravando... desmatando... matando, na maioria dos casos, em nome do tal ‘progresso’, orgulhosíssimo, que vacina os absurdos de nossa violência...  e inquestionável-mente... devasta(mos). Pode-se! ... Mas sim... perceber que o modo de vida ‘convencional’ que reproduzimos atualmente condena-nos a cada instante... com esta mesma violência imposta... que, no entanto, não é percebida. Durante nossa perigosa rotina, desconhecemos a Vida, ignoramos os ambientes... a nossa própria essência, a nossa própria história. O que viemos a compreender são apenas objetos (im)puramente materiais e... nocivos. ... No cenário artificial de nossas vidas... aprisionadas...
... de raízes cortadas...
... mas ainda vivas!


Rafael

sábado, 8 de outubro de 2011

Buquê de quê?(1)

“Violência é gratuita, de graça e costume...
Ao domesticá-la”.

Rafael

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Que memória?

   Abaixo seguem-se links sobre o monumento em homenagem ao Gal. Golbery do Couto e Silva, que será construído na Praça Tamandaré. É claro que se olharmos com atenção, praças, ruas e muitos outros monumentos recebem os nomes destes "grandes personagens históricos", fato que cumpre com o papel de dar legitimidade e identidade a um evento, a uma nação, etc. O mais importante, ao meu ver, não é se o monumento vai ou não ser erguido (sou contra, aliás, contra qualquer monumento em homenagem a alguém ilustre), mas antes, o que podemos e devemos repensar sobre o que está por traz destes vultos, como no caso do Golbery, homem de grande influência na implementação da ditadura militar e que, ao mesmo tempo, sob diferentes olhares, pode ser alvo tanto de repúdio como de orgulho. Assisti a um debate na Furg, na segunda-feira, dia 12/09/2011, sobre a campanha da legalidade, e surgiu este assunto do monumento. Achei bem pertinente e provocativa a fala de um dos que estavam na mesa, no caso, o coordenador do curso de história da Ufrgs, Enrique Serra Padrós. Dentre outras coisas, disse, pelo que me lembro, que com certeza o Golbery teve um papel no desenvolvimento da cidade de Rio Grande, mas que estes eventos fazem parte de um todo maior. Até brincou dizendo que achava que daqui a pouco teria de lembrar que Adolf Hitler combateu o desemprego na Alemanha.

   Ah, importante lembrar que a pedra fundamental já foi colocada no local. E já foi depredada, evidência de consciência crítica e de consequente revolta, com toda razão, pois, violência não se faz atacando coisas sem vida como estátuas, carros, lojas, violência se faz contra seres vivos, seres humanos, como por exemplo, todos os casos de tortura e assassinatos de pessoas na ditadura militar.

   Bom, aí estão os links, de um texto crítico sobre o monumento, de vários posts sobre o tema e de um abaixo assinado contra sua construção:

http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/09/07/sobre-o-monumento-ao-general-golbery-do-couto-e-silva/

http://memoriasdochico.wordpress.com/tag/golbery-do-couto-e-silva/page/3/

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13643

Matheus

sábado, 13 de agosto de 2011

Aonde e quando estou na 'minha' ou na 'sua' vida?



Exata-mente porque vivemos como se fôssemos só isto que estamos sendo, estas coisas que fazemos, nos (mesmos)dias, e para os (mesmos)dias... eu te olho e só... eu te olho e ficas lá... eu te olhar é só... eu te olho e fico aqui, ao redor, da sua dor.
E se entrássemos mais um na vida do outro? E encontrássemos lá um alguém e um lugar nosso...
Aonde e quando estou na 'minha' ou na 'sua' vida?

Matheus

segunda-feira, 23 de maio de 2011

PROGRESSO ?!(!)

 “A cidade está crescendo!” É o que ouvimos.
Vemos construções e esperança prometida em placas pela cidade, são apresentadas “maravilhas” do “progresso”, como shoppings, supermercados, estradas e por aí vão as construções.
Ao mesmo tempo pessoas e os outros seres que vivem em grandes centros urbanos estão inseridos em um cotidiano (de)pressão, violência, injustiça, descaso com a vida devido a preocupação de qualquer empresa em só obter lucro, provido da apropriação da vida na terra.
Nossa vida não melhorará em nada com a chegada de shoppings e outros atrativos que prometem felicidade, como um oceanário, que demonstra a neurose cruel que vivemos, pra mim um lugar onde seres são impossibilitados de se locomoverem como-onde querem, e de fazer o que       
querem-precisam, enfim, de viver de maneira livre e não trancados por seres humanos doentios, é extremamente triste e revoltante.       
Creio que a vida melhora se é baseada em respeito, com solidariedade, praticas saudáveis de vivência, amizade, carinho... não estou propondo um método para vida feliz (podemos pensar sobre isso), mas que refletimos sobre a maneira que (vi)vemos-sentimos a vida no mundo que habitamos.
Enquanto isso, pessoas que vivem uma paranóia de obter bens materiais e um estilo de vida padronizado por uma cultura que se nutre explorando e desnaturalizando a vida e as maneiras que a
sentimos-explicamos, parece sádico, mas essas criaturas se satisfazem com o dito (por elas mesmas)
crescimento das cidades, com o aumento da pobreza gerada em volta das suas construções estúpidas,com o aumento da tristeza de pessoas $em condições de consumir todas as futilidades ditas necessárias pelos próprios que querem que consumas, suas propagandas depreciativas, que tratam a vida como um produto.
Querem que achemos necessário, por exemplo, automóveis carregados de dor e sangue de inocentes pelas estradas (são necessários só para manter esse modo de vida).
Enfim, não precisamos de shoppings ou estradas, precisamos de espaço e tempo para viver, precisamos de coragem para negar esses absurdos cometidos contra a natureza (isso nos inclui), e mais ainda rever e confiar na nossa capacidade de criar juntxs uma maneira nova de viver, de se relacionar com o lugar e com os seres que convivemos.

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Ass: Let's Go

terça-feira, 1 de março de 2011

A pressa não é inimiga da perfeição. É inimiga da vida.

Há um tempo atrás fizemos um protesto na avenida do Cassino. Éramos 14 pessoas de bicicleta, trancando o trânsito. Queríamos mostrar nossa indignação por não termos nossos direitos como ciclistas, por termos que encarar uma estrada sem acostamento, com milhares de automóveis agindo como se fossem máquinas de guerra.
  Claro que ouvimos muitas buzinas e xingamentos. Mas o que me chamou atenção, foi o que um cara que esperava o ônibus falou : "Que horas eu vou chegar em casa?". Creio que é o que toda pessoa dentro de um automóvel pensa enquanto dirige: na pressa de chegar.
  Quando estou pedalando, não tenho pressa de chegar em casa. Porque o que quero é chegar em casa. Morro de medo cada vez que pego a estrada e vejo aquele monte de carros, uns ultrapassando os outros, querendo correr mais - e mostrar que seu carro corre mais -.  Fico espremida em um canto, tentando pedalar em cima de uma faixa branca - porque depois dela ao invés de acostamento, há pedras, buracos e restos de carros - que mais parece uma corda bamba. E tudo isso para não ser arremessada com minha bicicleta. Enquanto quem está dentro do carro, acha que está em uma corrida: tem que passar por cima de outros carros, de outras vidas, para chegar mais rápido. Sem ao menos pensar que outros, ou ele mesmo, possam nem chegar.

         Ass: Livia
   

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

AINDA QUE SEGURE O VOLANTE, É SEU CARRO QUEM CONDUZ SUA VIDA PELAS RUAS DA CONTRADIÇÃO.




As ruas são de todos. De todos que têm coragem suficiente para enfrentá-las. Em meio urbano, existem poucos ambientes mais hostís para o homem do que as avenidas, estradas e ruas que rasgam nossas paisagens. Em nosso modo de vida, a forma mais fácil de sofrer um acidente fatal é sendo atropelado por um automóvel. Isso é assustador, e mais ainda quando lembramos que atravessamos uma a cada 50 passos que damos em nossas cidades.


Se as ruas são de todos os homens, então deveriam ser adequadas às necessidades do homem. Mas como a rua pode ser algo adequado às necessidades humanas se a cada momento que estamos nela, corremos sério risco de vida?

Isso acontece porque, na verdade, as ruas não foram feitas para o homem, mas sim para os automóveis. Elas foram projetadas visando o bom funcionamento do tráfego de veículos, mas nunca o bem estar das vidas que a utilizam, e muito menos às vidas em seu entorno. A rua é de todos e para todos; de todos os carros e para todos os carros.

As ruas são territórios roubados. São espaços que foram tomados do homem e transformados para se adaptarem às necessidades das máquinas. O homem não se preocupa hoje em fazer com que seu transporte se adapte às características do terreno, mas sim, preocupa-se em adaptar o terreno ao transporte que lhe agrada usar. Derruba os montes, aplaina as dunas, derruba as matas, aterra os banhados e extermina os animais. Homens e animais sofrem. Tudo para construir uma cicatriz de concreto na pele do mundo. Onde irão trafegar máquinas de metal supervelozes que, ao menor descuido (e nós humanos somos ótimos em cometer descuidos) podem matar pessoas. E por mais que você já não se preocupe mais tanto, a fumaça dos carros ainda polui nosso ar, e sempre irá poluir. Esse preço é caro demais a pagar pelo nosso desejo de chegar mais rápido.

Não quero dizer que devemos destruir as estradas, queimar os carros ou vivermos presos em nossa casa (a não ser que isso seja de sua preferencia). Só desejo relembrar que, apesar de necessário no estágio em que nossa sociedade se encontra, o transporte por automóveis parte de premissas e conceitos nocivos a nossa humanidade. Se trata de remodelar o ambiente para que ele se adapte aos nossos fetiches sociais. É um exemplo de nossa desconexão com a natureza. Somos os únicos animais que não tentam se adaptar ao ambiente, mas sim, que adapta o ambiente aos seus desejos. As consequências disso não são novidade: morte de pedestres, destruição de espaços naturais para construção de ruas, poluição do ar, poluição sonora e visual, estresse, impaciência, perda da noção de perigo, necessidade de consumo de automóveis caros, crescimento das grandes empresas automotivas multinacionais, e muitas outras que você pode perceber olhando para as ruas com um olhar mais crítico.

Ainda assim, dependemos dos automóveis, assim como dependemos de armas e drogas. O que nos resta é repensar até que ponto o risco vale a pena. Desenvolver uma capacidade de discernimento quanto aos malefícios que nossos costumes podem gerar é um começo. Num segundo passo, podemos pensar novas formas de nos locomover dentro da cidade, e até para fora dela. Devemos pensar no que não está mais funcionando e propor algo novo, que não seja apenas mais do mesmo ou o mesmo disfarçado.


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Ass: MagrO

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Dirigindo CARROS e cavalgando BOMBAS

        Você já percebeu alguma vez em sua vida que quanto mais rápido fazemos algo, mais temos pressa?

        É assim que vivemos nossas vidas. Sempre com pressa. Sempre tentando chegar, o mais rápido e confortavelmente possível, em lugares que nem ao menos desejamos estar. Pessoas compram carros velozes e motos ágeis para irem trabalhar em empregos que detestam. Pessoas usam os ônibus lotados e caros para irem ás escolas que, no fundo, acham um grande saco. E assim seguimos, tentando chegar cada vez mais rápido. Sempre preocupados com o trajéto, mas nunca com o destino.

        Todos nós sabemos que a cultura de usar carros particulares é mortal para nós, para os outros e até para o meio ambiente. Sabemos que sempre que saímos de casa dirigindo um carro, estamos aumentando as chances de causar um acidente grave onde, além de nós mesmos, podemos acabar com a vida de outras pessoas. Sabemos que a cada dia que saímos de casa dirigindo um carro, estamos contribuindo para a degradação insana do meio ambiente natural onde vivemos. Mas, ainda assim, saímos de casa dirigindo nossas luxuosas e (IN)úteis máquinas de destruição.

       Mas como culpar os motoristas solitários, presos voluntários em suas caixas ambulantes de metal e vidro? Afinal, a culura de nossa civilização levantou o carro em um pedestal de ouro, como se fosse uma relíquia, uma medalha. Na cultura do "ter é ser", TER um carro significa SER como o carro. Quanto mais bonito, veloz, potente e caro é seu automóvel, mais bonito, eficiente, e rico você é. É assim que as pessoas de minha geração enxergam essa praga motorizada.
  
       É só visitar uma cidade grande como São Paulo, Rio de Janeiro etc. que você perceberá que, em nosso futuro, não existirá tantos automóveis. O futuro não terá tantos carros, o futuro NÃO PODE ter tantos carros. Com tantos automóveis como há hoje, e com o aumento assutadoramente crescente de carros que são produzidos e vendidos a cada dia, não haverá futuro. Hoje, uma das práticas mais insustentáveis que cultivamos é a cultura, ou talvez encaixe melhor "loucura", de querer ter carro como um símbolo de status.

        Não estou te culpando se você adora automóveis e diz que nunca deixará de ter um. Afinal, o automóvel é o novo ópio do povo. Comprar um carro, em nossa cultura, é a forma mais fácil de agradar as pessoas à sua volta. É uma forma de ser bonito para todos, sem precisar se dar ao trabalho de procurar alguém que te ache bonito pelo que você é. É uma forma fácil de ser requisitado pelos amigos, sem precisar se dar ao trabalho de mostrar sua importância para eles pela sua personalidade. É uma forma fácil de adquirir status, sem precisar lutar tantas outras batalhas que te elevem ao mesmo nível. As consequências? Pouco importam. Afinal, todo dia nossa cultura sussurra em nosso ouvido:

"Já está tudo perdido, cedo ou tarde tudo acabará, não há como mudar. Aproveite o dia de hoje, e só se preocupe com as consequêcias se elas atingirem você"


Estamos cavalgando em uma bomba atômica... e só conseguimos pensar em quão legal e divertido isso é.
      





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Ass: MagrO

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Bicicleta meio, Bicicleta fim.


Qualquer cidade urbanizada é essencialmente um lugar hostil. Creio que não seja nem necessário citar intelectuais que legitimem essa sentença.

Basta sair na rua e perceber. Cada ponto da cidade exerce uma força sobre nós. Somos pressionados por essa força a cada momento em que estamos inseridos na selva de pedra. Toda sua organização física parece ter sido modelada por alguma criaturinha cruel sentada em uma mesa em seu “Departamento de Repressão Subliminar”. Você percebe isso, só talvez não interprete da mesma forma – mas creio que ainda assim, independente de sua interpretação, você pode sentir que a cidade É hostil.

"Quando eu vejo um adulto em uma bicicleta, eu tenho esperanças na raça humana"
H. G. Wells

Se ainda discorda, tente se locomover em sua cidade em percursos de média distância. Você só tem quatro opções: você pode ir a pé, e chegar ao questionamento sobre o porquê de seu bairro ter sido construído tão longe de tudo, excluindo-o de outros setores da cidade; você pode ir de carro (se tiver condições financeiras para ter um) e enfrentar a luta violenta digladiadora que é dirigir em uma cidade superlotada de automóveis e de relógios (sim, o tempo é premio para os apressados); você pode ir de transporte coletivo – ou como alguns “cegos narcisistas” gostam de chamar, transporte “público” - , e se sujeitar à uma empresa egoísta que faz parte de uma sub-máfia do poder, instrumento de manutenção da hierarquia política e da contenção do descontentamento popular (pra não falar que a tarifa é mais que abusiva e o serviço sujo); e, por mais incrível que pareça, última opção em um mundo de ‘tecnologias libertadoras’, ir de BICICLETA.


A BICICLETA, o cavalo branco dos neo-ativistas libertários ecológicos e, ao mesmo tempo, o velho camelo desdentado do pobre trabalhador que não recebe o suficiente para sustentar um transporte motorizado. A “bike” – e principalmente os movimentos ciclo-ativistas atuais – vem sendo, em minha opinião, o meio mais eficiente de gerar um questionamento sobre a atual condição do morador de cidades urbanizadas. A bicicleta e seu caráter ecológico, sua simplicidade tecnológica, seu baixo custo econômico e, principalmente, sua capacidade de integrar o pensamento do usuário ao seu ambiente faz dela uma arma a ser reconhecida na luta por uma mentalidade mais reflexiva – em meio a um mar de outdoors que mal nos dão brecha para pensar.


Esta é a idéia, pensar a bicicleta como um instrumento de integração (uma integração real, não aquela patética promovida pela empresa mesquinha de transporte coletivo). Ainda existem formas de viver diferentes daquelas que as forças sociais da urbanização nos impelem, só precisamos encontrá-las, mesmo que, em um primeiro contato, sejam formas simples e pequenas – afinal, como o chavão já diz, de pequenos atos se faz um grande espetáculo.

DE BIKE É MAIS LEGAL
DE BIKE É MAIS ÉTICO
DE BIKE É MAIS ECOLOGICO
DE BIKE É MAIS BARATO
DE BIKE É MAIS...

Respeite a sua vida e seu ambiente, locomova-se de bicicleta sempre que puder. (e se não puder/quiser, respeite um carro a menos para poluir a cidade em todos os sentidos que um carro pode poluir).

Ass: MagrO

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Divulgação: Associação dos Amigos do Arroio Viera - Pró-Vieira

Contribuindo para a divulgação da Associação dos Amigos do Arroio Vieira (Pró-Vieira), repassamos informação retirada de seu blog, segue a informação:

Localizado na zona urbana da cidade Rio Grande, o Arroio Vieira é um arroio de porte médio que divide os bairros Parque São Pedro, Parque Marinha e Jardim do Sol, que juntos compreendem mais de 25.000 moradores. Do ponto de vista histórico e arqueológico, o Arroio Vieira tem grande importância, pois dá nome à Tradição Vieira, que identifica um grupo de índios ceramistas que ocupavam a região há mais de 2500 anos, sendo os primeiros humanos a habitar a área onde hoje se situa o município do Rio Grande. Depois disso, ao longo da colonização e desenvolvimento da cidade, as águas do Arroio Vieira foram usadas pelas pessoas que viviam no entorno para diversas atividades, como a pesca, o cultivo de hortaliças e a simples recreação, ficando seu nome guardado na memória dos moradores mais antigos.

Segundo a Ecologia da Paisagem, o Arroio Vieira deveria atuar como um corredor ecológico, cortando a zona urbana e conectando os banhados na região de sua nascente ao Saco da Mangueira, uma enseada estuarina que posteriormente deságua no Oceano Atlântico. Dessa forma, é parte integrante do Estuário da Lagoa dos Patos. Além disso, conforme previsto pela Política Nacional de Recursos Hídricos (lei 9433/97), que prevê os usos múltiplos da água, o arroio e os ecossistemas do seu entorno deveriam servir como um ambiente para lazer, contemplação e contato da comunidade com a água.


Todavia, isso não ocorre. O Arroio Vieira foi desviado de seu curso e retilinizado (canalizado) no início da década de 80, passando a receber efluente tratado e in natura da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) Parque Marinha, bem como esgotos fluviais contaminados. Além disso, sofre vários outros impactos ambientais, como a disposição de lixo e construções irregulares em suas margens, a depleção total da mata ciliar, e a ausência de fiscalização e gestão da Área de Preservação Permanente (APP) ao longo do corpo hídrico, com o descumprimento visível de várias leis ambientais.

Com o rápido desenvolvimento do município e a pressão observada para a ocupação urbana na região de entorno do Arroio Vieira, torna-se urgente a necessidade de medidas visando estancar essa pressão e de recuperação da área degradada e da qualidade da água do arroio, devolvendo esse importante recurso e patrimônio ambiental para a comunidade local e visitantes, preservando-o para as gerações atuais e futuras.

Esse é o objetivo da Associação dos Amigos do Arroio Vieira - Pró-Vieira: a renaturalização do Arroio Vieira e dos ecossistemas do seu entorno, com a criação de um parque público ao longo do corpo hídrico, o Parque do Arroio Vieira, proporcionando à comunidade a realização de atividades socioculturais aliadas à preservação ambiental.
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Como membros da comunidade, responsáveis não apenas pela degradação desse resquício de espaço natural em nossa comunidade (P. Marinha, P. São Pedro, Jardim do Sol) mas também pela falta de zelo pelo ambiente em que vivemos, cabe a nós lutar pela preservação das poucas áreas naturais de nossa cidade.
Abaixo segue o link de contato com a Associação Pró-Vieira. Outras informações serão divulgadas aqui. tanto sobre a Associação ou possíveis internvenções autônomas pela preservação de uma área que, ironicamente, é caracterizada como Área de Preservação Permanente.
 
Blog da Associação de Amigos do Arroio Vieira - Pró-Vieira
Contato com a Pró-Vieira: pro-vieira@hotmail.com
 
Ass: MagrO.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

“BUQUÊ DE QUÊ?”



“BUQUÊ DE QUÊ?”

Se há amor em toda flor, por que regar velhas esquinas?
No rastro ensanguentado da cidade, as famílias.
Passeamos sobre cenas violentas...
Vou fazer planos ou morrer aqui plantando?
Pois na cidade eu vivo o luto e atrás de um muro, 
um edifício é construído nas ruínas de um jardim em aluguel...
Do céu desaba o choro em sincronia com a insanidade do crescer.
Progresso sem direção: A ordem é desvitalizar!
E a flor murchou diante o sonho destruído.
Numa floresta de papel, o céu chorou...

Esta é uma letra de uma música de Rafael Cadaval Machado, baterista da banda Aversão ao Estado. O nome desta banda é "Livre Imposição Social". Em breve serão postadas suas músicas para download. 

Ass: Matheus

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

VIDEO: Traição Pela Tecnologia - Jacques Ellul

Jacques Ellul, pensador francês eco-libertário conhecido no mundo por suas teorias fatalistas sobre a Tecnologia (em sua concepção eco-anarquista). Excelente documentário, legendado em português e de linguagem e conceitos simples. Uma boa base para ter uma segunda visão do que a Tecnologia significa para nós em nosso dia-a-dia.

Traição pela Tecnologia: parte 1 de 6


Traição pela Tecnologia: parte 2 de 6


Traição pela Tecnologia: parte 3 de 6


Traição pela Tecnologia: parte 4 de 6


Traição pela Tecnologia: parte 5 de 6


Traição pela Tecnologia: parte 6 de 6


Créditos pelas legendas: blog O Taborita.

Creio que depois dessa seu computador moderno não se parece mais tão legal quanto antes.

Ass: MagrO.