Sobre este espaço

"Existem maneiras de pensar, agir e viver que possam ser mais satisfatórias, emocionantes, e principalmente dignas, do que as formas como pensamos, agimos e vivemos atualmente?"


Um de nossos tantos desejos... Se algum material que colocamos aqui, de alguma forma, estimular você a pensar ou sentir algo, pedimos de coração para que você use estas ideias. Copie, mude, concorde, discorde. A intenção deste blog é incentivar o questionamento e a intervenção das pessoas na sociedade. Pegue os textos, tire xerox, CONVERSE mais, faça por você, faça por todos nós, faça por ninguém. E se quiser, entre em contato(conosco, c/ qualquer um, com o meio, c/ a natureza...) Coletiva e humilde-mente - vive em paz, revolte-se!

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

O MICRO-MUNDO ENTRE NOSSOS CARROS E NOSSA CIVILIZAÇÃO


Quanto mais nossa civilização avança em alta velocidade – com um veículo sem freios - pela auto-estrada do “progre$$o”, mais as pessoas sofrem as conseqüências dessa corrida sem fim. Vemos se aproximar cada dia mais o fim desse caminho, e nele está escrito: ‘RUA SEM SAÍDA – FAÇA O RETORNO’. Porém, nosso veículo já está no limite de velocidade e sem freios, incapacitado de parar – e muito menos de ‘retornar’.

 Algumas pessoas, com suas visões turvas pela alta velocidade e entorpecidos pela adrenalina de ser ‘O MAIS VELOZ’, não conseguem ler o que diz na placa e seguem cegas, querendo acelerar mais e mais. Outras, já acostumadas com a velocidade, lêem com medo o que a placa alerta, mas, já viciados a viver nessa corrida “sem fim”, inventam mentiras para se auto-convencerem de que a placa é falsa e, para manter a velocidade do carro, disseminam essa mentira iludindo qualquer pessoa que tente se esforçar para entender os alarmes espalhados pela rua – destroços de carros antigos que alertam para os perigos desse caminho - que os outros passageiros ignoram.

Esse veículo está lotado, seu limite de espaço já foi ultrapassado há muito tempo. As pessoas se aglutinam e, quando uma se irrita com a falta de mobilidade, empurra uma mais fraca pela janela...: “É só um a menos, agora todos tem mais espaço” - é o que dizem...porém, no instante seguinte surgem mais dois novos passageiros para ocupar o lugar do último sacrificado. E o pior de tudo é que, mesmo amontoados e grudados uns aos outros, os passageiros não se conhecem e mal se olham nos olhos. Toda uma vida espremidos uns nos outros e ainda assim não desejam se conhecer e aprender uns com os outros. Todos sofrem do mesmo mal, todos são passageiros do mesmo veículo, todos são “iguais”, mas se esforçam para exaltar suas diferenças. Eles se odeiam. Odeiam uns aos outros só pela existência dos outros. Odeiam o fato do outro estar ocupando um lugar que poderia ser seu. Eles cobiçam o assento confortável do motorista e protestam por não terem oportunidade de assumir o volante. Mas não conseguem perceber que o motorista será o primeiro a morrer quando a estrada chegar ao seu fim.

 E assim seguem sua viagem entediante, desconfortável, sem rumo, insana e suicida. Continuam esperando chegar ao destino que nem mesmo conhecem, jogando uns aos outros pelas janelas, cobiçando os espaços dos outros, odiando uns aos outros, sonhando em se tornarem O MOTORISTA e nem ao menos se preocupando em tentar enxergar o que os avisos tentam lhes dizer.

CONTINUAM ACHANDO QUE SÓ PRECISAM IR MAIS RÁPIDO PARA CHEGAREM LOGO ONDE DEVEM CHEGAR.

E o mais triste é saber que eles já são tantos que podem parar esse carro facilmente. Só precisam acabar com os poucos motoristas que dirigem essa diligência rumo ao fim. Só precisam perceber que seu problema não é a falta de espaço, nem a incapacidade de alcançar o volante, nem mesmo o enjôo pela alta velocidade que o veículo proporciona, mas sim, enxergar que o próprio veículo é o problema.

JÁ NÃO SEI SE AINDA É POSSÍVEL PARAR ANTES DO FIM DA ESTRADA, MAS SEI QUE O MÍNIMO QUE ESSES PRISIONEIROS PODEM FAZER É PROVOCAR UM ACIDENTE. QUEM SABE ASSIM ALGUÉM POSSA SOBREVIVER E CONTAR AOS SEUS FILHOS TODOS OS PERIGOS DA VELOCIDADE.


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Ass: MagrO

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VIDEO: Sociedade Sem Escolas - Ivan Illich

Ivan Illich sonhou com um aprendizado livre de imposições do poder institucional. Esse sonho não é nenhuma grande utopia inalcançavel, nem mesmo um sistema inviável e, apesar disso, possui um poder de tranformação monstruoso. Quem sabe, esse potêncial de emancipação que uma sociedade sem escolas (ou, pelo menos, sem as escolas como as conhecemos hoje) pode ter, seja a própria causa do descaso com que essa questão é debatida entre os Dono$ da Educação Institucionalizada tradicional.

"A escola parece estar destinada a ser a igreja universal de nossa cultura em decadência."
Ivan Illich




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Ass: MagrO

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

DIVULGAÇÃO: 1ª MOSTRA ARTÍSTICA DO IFRS Campus Rio Grande

Divulgação de mostra artística em Rio Grande:
 
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Nos dias 4 e 5 de novembro (próxima quinta e sexta) das 14 às 20 hs
vai acontecer uma mostra artística no IFRS Campus Rio Grande(antigo CTI)
Como diz o nome da instituição, o lugar onde acontecerá será na cidade de Rio Grande/RS

Vai rolar mostra de Artes Visuais, Teatro, Música, Declamação(é assim que se fala? de poesia, prosa, conto, manifesto e qualquer coisa que queiram expressar) e uma exposição de Fanzines(organizado pelo Coletiva_mente)

O evento é aberto para tod@s que queiram assistir e
PARTICIPARQuem se interessar em participar é só entrar em contato comigo ou com Maryan A.

e-mail: nicollecrys@hotmail.com ou mary.ale2@hotmail.com
telefone: (53)8447-7269 ou (53)9157-4003
 
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Ass: MagrO

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Petição para um zoológico "lógico"


Não sei se todos sabem, mas as duas únicas girafas existentes no Zoológico de Sapucaia morreram esse ano (entre julho  e setembro). A primeira girafa faleceu de um suposto resfriado, e a outra, morreu dias depois de solidão e também de resfriado.
  Mas todos sabemos que esses não foram os reais motivos de suas mortes. Quem já foi a esse Zoológico -ou em qualquer outro- vê nos olhos daqueles animais enjaulados o desespero e a saudade de casa! Animais de pequeno e grande porte, ficam cercados por grades de ferro, expostos como brinquedos em uma vitrine, para quê? Para que as pessoas possam ficar diante de um animal feroz ou raro, ver ao vivo e não em uma TV!
   Isso só mostra o egoísmo que temos para com os nossos semelhantes. Ninguém nunca pensou que enjaulando, expondo, o retirando de seu habitat natural, vai acarretar em mais espécies em extinsão? E que essa cruel diversão de ver animais em zoológicos é uma das maiores causadoras de sofrimento e morte de animais?
   Para suprir a falta das girafas no zoo de Sapucaia, querem trazer mais duas da África, tirar mais dois animais de seu habitat natural. Para que isso não aconteça, está rolando um abaixo assinado para que elas fiquem lá!! Esse pode ser um dos primeiros passos para acabar de vez com importação de animais livres, e dar um basta em animais nos zoológicos!

    Abaixo a matéria que saiu na Zero Hora sobre o ocorrido com as girafas e sobre a petição:http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Geral&newsID=a3090294.xml

         O  link da petição para quem quer assinar!!
http://www.petitiononline.com/FZB2010/petition.html


     Ass: Livia

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

ELEIÇÕES: Com qual molho você quer ser devorado - FOTOS

Cartaz que fizemos:

Parque Marinha

Cassino

Cassino

Adesivo:
Colégio Tellechea no dia da eleição

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Continue a trabalhar, continue a trabalhar...

Para refletir sobre o trabalho sem perder o bom humor... e se é pra falar de trabalho, ninguém melhor que a grande URSS/Rússia para nos dar um exemplo. Segue um video com a "história" da atual Rússia relacionada a uma metáfora do clássico jogo tetris.



E, trabalhadores de todo o mundo, lembren-se sempre...

Continue a trabalhar, continue a trabalhar...

E construir os castelos dos reis que com mão-de-ferro lhe governam.

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Ass: MagrO

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Reunião: 1º Reunião Coletiva-Mente



DIA: 31/10/10
HORA: 17:00
LOCAL: Casa do Daniel (Lets Go), Rua do Farol nº27;
 concentração na praça da quadra de basquete (Av. Grandes Lagos) ao lado do palco.


Nós do grupo coletivo Coletiva-Mente convidamos todos os interessados em fazer uma integração de idéias em nossa primeira reunião. Este encontro se realizará com o intuito de discutir uma forma de organização do grupo. Discutiremos sobre como deve se configurar o coletivo, qual sua identidade, métodos, objetivos e demandas.

Todos os interessados em dar opiniões, fazer críticas, somar idéias ou mesmo tecer um contato, estão convidados. Sem compromissos, apenas trazendo a sua cabeça para somar ativamente.
A concentração ocorrerá em local público, em seguido iremos para um lugar reservado para podermos conversar melhor.

Compareçam

Tragam suas idéias e sua "vontade-de-fazer"!

e-mail: coletiva_mente@yahoo.com.br

Hoje

Sobre/entre a vida e a morte!

Hoje não consigo mais ser feliz, não consigo sorrir com total sinceridade nem sequer me sentir completamente despreocupada. Não, hoje me sinto envergonhada e impotente frente ao domínio humano sobre animais não humanos, outros animais humanos e frente à biosfera como um todo.
Não há um só dia em que eu não pense na relação do homem com o resto da natureza e não consigo mais aceitar a maneira como vivemos, os motivos pelo quais vivemos.
Atualmente, não consigo mais olhar um outro animal e não enxergar todo o processo que o envolve, todos os motivos que me fazem sentir dor e revolta.
Hoje vi um cavalo puxando uma carroça, fato comum em cidades do interior. Para a maioria das pessoas essa é uma visão normal, cotidiana, porém naquele momento, observando aquele cavalo, fui muito mais além do que sempre consegui enxergar em um cavalo. Eu vi a dor e sofrimento daquele animal, ouvi seus apelos mudos e fui inundada de um sentimento horrível. Era uma mistura de vergonha, ódio, impotência e dor. Não pude parar de pensar naquele cavalo que não tem vida própria a não ser servir seu “dono” o tempo todo, e me fez lembrar da escravidão negra tão condenada atualmente e fiquei pensando quantas pessoas conseguem enxergar uma semelhança tão grande quanto eu, entre esses dois casos.
Já não consigo ver animais de estimação como simples amigos. Hoje os vejo como mercadorias compradas em uma loja unicamente para saciar egoísmos humanos ao pretexto de estar “salvando” uma vida.
Talvez a maioria das pessoas não pensem como eu porque simplesmente não conseguem se comparar aos outros animais...
Porque não existe um mercado de crianças? Todas perfumadas e enjauladas esperando um lar, crianças de todos os tipos, modificadas física e geneticamente para melhor agradar seus futuros pais? A resposta é óbvia: seria extremamente antiético, produzir crianças como objetos e as manter presas a espera de uma família. Porém, quando colocamos um animal na posição da criança todos os direitos, culpa e indignação somem. O fato de um animal pertencer a uma outra espécie o condena a um tratamento humano onde aprisionar, vender, mal-tratar é completamente normal e aceitável, uma vez que um animal presa muito mais pela sua liberdade do que um ser humano, acostumado a viver preso.
Hoje não consegui evitar escrever esse desabafo, hoje não consegui esquecer.
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Ass: Luiza

sábado, 23 de outubro de 2010

SÉRIE: Derrubando as máscaras - Isto diz tudo!

Mesmo estando "totalmente" acostumados com a vida como ela é (ou como veio à ser), as vezes descobrimos alguma coisa que nos intriga. Pequenos fragmentos de insanidade que, mais discaradamente do que outras coisas das quais já nos acostumamos, deixam escapar micro exemplos de 'PARA ONDE ESSA CIVILIZAÇÃO ESTÁ MARCHANDO'.

Este é um indício de que a humanidade está ficando cada vez mais passiva e tolerante. Não é mais preciso impor um governo ditatorial para manter a ordem. Seus vizinhos são seus próprios cárcereiros. Não é mais necessário esconder o rumo doentil que o progresso traçou, nem mesmo é necessário mais diminuir a velocidade desse trem do desenvolvimento insano para acalmar os tripulantes. Hoje em dia os tripulantes só querem ir mais rápido, mais rápido, mais rápido...

Partindo deste princípio, esta série - DERRUBANDO AS MÁSCARAS -  visa mostrar esses fragmentos do cotidiano que são exemplos da condição deplorável em que a humanidade (ou melhor, nossa humanidade) se encontra. Com isso, talvez possamos refletir sobre esses insultos maquiados de "marketing" e ter uma visão mais crítica de nossas vidas. Talvez, sabendo identificar as células do câncer que nos debilita, possamos encontrar uma cura ou, ao menos, a prevenção para as próximas gerações.

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Primeiro video da série: Isto diz tudo!

Video legendado de um fragmento do programa de rádio norte americano organizado por John Zerzan.



'Quais seram os próximos simbolos a serem apagados de nossa cultura?'


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Ass: MagrO