Sobre este espaço

"Existem maneiras de pensar, agir e viver que possam ser mais satisfatórias, emocionantes, e principalmente dignas, do que as formas como pensamos, agimos e vivemos atualmente?"


Um de nossos tantos desejos... Se algum material que colocamos aqui, de alguma forma, estimular você a pensar ou sentir algo, pedimos de coração para que você use estas ideias. Copie, mude, concorde, discorde. A intenção deste blog é incentivar o questionamento e a intervenção das pessoas na sociedade. Pegue os textos, tire xerox, CONVERSE mais, faça por você, faça por todos nós, faça por ninguém. E se quiser, entre em contato(conosco, c/ qualquer um, com o meio, c/ a natureza...) Coletiva e humilde-mente - vive em paz, revolte-se!

sábado, 8 de outubro de 2011

Buquê de quê?(1)

“Violência é gratuita, de graça e costume...
Ao domesticá-la”.

Rafael

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Que memória?

   Abaixo seguem-se links sobre o monumento em homenagem ao Gal. Golbery do Couto e Silva, que será construído na Praça Tamandaré. É claro que se olharmos com atenção, praças, ruas e muitos outros monumentos recebem os nomes destes "grandes personagens históricos", fato que cumpre com o papel de dar legitimidade e identidade a um evento, a uma nação, etc. O mais importante, ao meu ver, não é se o monumento vai ou não ser erguido (sou contra, aliás, contra qualquer monumento em homenagem a alguém ilustre), mas antes, o que podemos e devemos repensar sobre o que está por traz destes vultos, como no caso do Golbery, homem de grande influência na implementação da ditadura militar e que, ao mesmo tempo, sob diferentes olhares, pode ser alvo tanto de repúdio como de orgulho. Assisti a um debate na Furg, na segunda-feira, dia 12/09/2011, sobre a campanha da legalidade, e surgiu este assunto do monumento. Achei bem pertinente e provocativa a fala de um dos que estavam na mesa, no caso, o coordenador do curso de história da Ufrgs, Enrique Serra Padrós. Dentre outras coisas, disse, pelo que me lembro, que com certeza o Golbery teve um papel no desenvolvimento da cidade de Rio Grande, mas que estes eventos fazem parte de um todo maior. Até brincou dizendo que achava que daqui a pouco teria de lembrar que Adolf Hitler combateu o desemprego na Alemanha.

   Ah, importante lembrar que a pedra fundamental já foi colocada no local. E já foi depredada, evidência de consciência crítica e de consequente revolta, com toda razão, pois, violência não se faz atacando coisas sem vida como estátuas, carros, lojas, violência se faz contra seres vivos, seres humanos, como por exemplo, todos os casos de tortura e assassinatos de pessoas na ditadura militar.

   Bom, aí estão os links, de um texto crítico sobre o monumento, de vários posts sobre o tema e de um abaixo assinado contra sua construção:

http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/09/07/sobre-o-monumento-ao-general-golbery-do-couto-e-silva/

http://memoriasdochico.wordpress.com/tag/golbery-do-couto-e-silva/page/3/

http://www.peticaopublica.com.br/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N13643

Matheus

terça-feira, 30 de agosto de 2011

sábado, 13 de agosto de 2011

Aonde e quando estou na 'minha' ou na 'sua' vida?



Exata-mente porque vivemos como se fôssemos só isto que estamos sendo, estas coisas que fazemos, nos (mesmos)dias, e para os (mesmos)dias... eu te olho e só... eu te olho e ficas lá... eu te olhar é só... eu te olho e fico aqui, ao redor, da sua dor.
E se entrássemos mais um na vida do outro? E encontrássemos lá um alguém e um lugar nosso...
Aonde e quando estou na 'minha' ou na 'sua' vida?

Matheus

quarta-feira, 6 de julho de 2011

E como superá-los?



“Os objetos, hoje, tornaram-se mais complexos que os comportamentos do homem relativos a esses objetos. Os objetos são cada vez mais diferenciados. Nossos gestos o são cada vez menos.”

(BAUDRILLARD)


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Carlos Teixeira

Imagem encontrada em: Malvados

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Só-mente em mim...

Só-mente em mim...

Em tempos terminais...

Reproduzo os meus passos...

Rabiscados...

Sobre as linhas traçadas...

Que eu mesmo redigi...

Riscando sem arriscar...

Em sorrisos quadrados...

Esbarrados nos andares...

Daqueles que não sou...

...

Em “progresso”...

Subo o mais alto que posso, assim...

No certo decreto concreto modo...

Mas do topo, meu olho...

Ao olhar lá embaixo um olhar...

Vê meu retrato...

Num “outro”...

Que me olha lá do chão:

Um cão.

Livre da minha mão...

...

Só-mente em mim...

Caio aqui de cima...

Em cima de um fim...

Que não começa...

Sem mim...

Lá embaixo.

...

Espirrado no ar...

Sou sono sem sonho...

Cantado...

No canto calado...

Das grades que me definem...

Como um só...

Berro!!!

Mas digo mais...

Demais...

Para esse ar...

Que não me segura:

“—O que sou?!”

Se for o que há entre lá e cá...

Só faço parte de mim!

Só-mente em mim...

Cara a cara...

Pagando meu preço...

Inválido...

Sob o chão...

Sobre o chão...

Rafael

terça-feira, 21 de junho de 2011

Não aguento mais ser violento/ violentado!!!


Se a violência e a criminalidade são tão detestáveis, assim como a moralidade tenta nos passar, porque a cada dia mais e mais jovens aceitam se sujar de sangue por elas? Essa é uma pergunta complexa e estou longe de ter a competência necessária para respondê-la, mas são elementos tão inquietantes de meu tempo que não consigo seguir sem ao menos refletir um pouco.

A violência já é um problema generalizado de nossa sociedade e cultura. Não mais se apresenta apenas como uma anomalia incontrolável dentro da “ordem” social, hoje ela já foi assimilada pela sociedade como parte integrante dela. A violência é hoje um dos pilares de sustentação do entretenimento. A televisão nos bombardeia violência em tempo integral. Muito mais lutas são televisionadas hoje, além do fato desse ramo do entretenimento ser um dos mais lucrativos e promissores. Não só a violência explícita é usada para entreter, mas também a violência subjetiva. As corridas automobilísticas são um bom exemplo dessa violência subliminar usada para entreter. Nas corridas de automóveis, não se compete apenas com os outros corredores, mas também contra a possibilidade da morte, e isso é , ao meu ver, violência. Afinal, o clímax da corrida são os acidentes e/ou, na melhor das hipóteses, os momentos de risco de acidente iminente.

Nem mesmo as crianças estão a salvo do mercado da violência televisionada. Os desenhos animados, que sempre trabalharam com a banalização da violência e da dor, hoje estão mais violentos e realistas do que nunca. Os antigos desenhos animados usavam da violência como a base de seu “humor”. O humor usado por eles se baseava simplesmente em: a eterna luta entre os seres antagônicos; o gato contra o rato, o cão contra o gato; etc. As “piadas” eram unicamente golpes e ataques físicos um ao outro. Os personagens eram animais caricatos que não sofriam danos realistas aos golpes sofridos, isso amenizava a idéia de violência, mas, subliminarmente, acabavam por banalizá-la, fazendo se perder na confusão qualquer parâmetro para se julgar conseqüências dessa luta violenta – e tão divertida. Atualmente, esses personagens animalescos estão perdendo espaço para os personagens que retratam o homem. As animações japonesas, extremamente violentas e intensas, tentam aproximar sua estética à realidade. Seus personagens são heróis com poderes sobre-humanos que lutam pelo bem (na maior parte dos casos). Essa mudança aproximou o homem da violência subliminar dos desenhos animados. Agora, a criança não vê mais animais violentando seus diferentes (o que por si só já era perturbador), agora ela vê a si mesma, como defensora do bem, violentando seus iguais que representam o mal. Além disso, a violência começa a se aproximar do real, mas ao invés de causar a repulsa, causa o fetiche pela violência.

E essa realidade não se resume à criança, apenas começa com ela. Os jogos eletrônicos, vídeo-games, esportes de violência, esportes de grande competitividade ou de intenso contato físico, propagandas, filmes, pornografia, e muitas outras manifestações e práticas cotidianas em nossa cultura banalizam a violência e transformam-na num entretenimento facilmente consumível e digerível.

Nem é preciso pensar muito para perceber o quanto a violência faz parte de nossa cultura. Ela já alcançou seu lugar entre nós e não consigo enxergar nossas vidas, nos mesmos modelos atuais, sem um pouco da pretensamente inofensiva e onipresente violência, nos espreitando e nos atraindo. Já se tornou corriqueiro sentir o desejo pela violência. Tentamos nos divertir vendo vídeos na internet, e sempre acabamos dando gargalhadas de pessoas que se machucam ou que são machucadas – e isso é tão legal.
Mas não quero aqui fazer uma ode à violência. Pelo contrário, sabemos muito bem do que ela é capaz. Todos nós sabemos quando estamos agindo sob efeito dessa droga e, geralmente, podemos até mesmo apontar que tipo de “inofensiva” violência consumida nos motivou a agir violentamente. E ai está o perigo: sabemos disso tudo, mas... Mas sempre haverá algum argumento auto-legitimador para nos absolver. Sempre! Sempre?

Me pergunte se eu acredito que jogos eletrônicos violentos influenciaram pessoas como Eric Harris/ Dylan Klebold e Wellington a cometerem as atrocidades que cometeram, e minha resposta será sim. Mas não porque os jogos são violentos, mas sim porque os jogos são produto de uma cultura da violência Os jogos eletrônicos são só mais um produto de nosso culto a violência, assim como os esportes violentos, os desenhos violentos, os filmes violentos, as piadas, os costumes, entre outra essustadoramente grande parcela de nossa produção cultural. Um jogo por si não pode levar alguém, em condições de saúde psicológica razoáveis, a matar crianças dentro de uma sala de aula, mas todo o suporte para isso, a sociedade, a moral, o modo de vida, a cultura em sua totalidade, pode sim fazer isso, e pode também ser a influenciadora de tragédias muito piores, com conseqüências catastróficas. Todos os games violentos podem ser proibidos (o que seria uma atitude impensável) que ainda assim, continuará em atividade toda a estrutura da cultura da violência. Os games, e também as outras produções violentas com as quais convivemos e consumimos, não são a causa do problema, mas sim o efeito. Agir sobre o efeito é, no máximo, uma medida desesperada e ineficaz de amenizar as conseqüências mais urgentes. Já a causa sim, nela é que devem se concentrar os esforços, e a causa somos nós.

Mas, continuemos a consumir a violência. Em doses controladas. Mas que tenhamos em mente: a influência da violência do mundo lá fora em nosso modo de vida, isso não é algo que saibamos hoje controlar. Ainda estamos sujeito a violência que recebemos e que emanamos.

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Ass: Magro

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Nos carros, nós carros



Sinto que nos comportamos como carros, como se estivéssemos (não) interagindo em uma auto-estrada lotada de automóveis com vidro fumê, indo e vindo sem parar. Sim, nas relações entre pessoas. Nas conversas muitas vezes. Cada um de nós (pessoa-carro) está seguindo seu caminho, seu trajeto, sua vida e, nas vias, passamos uns pelos outros. Em uma via com fluxo constante de pessoas/máquinas, o que há entre estas pessoas/máquinas? Dois carros se cruzam, naquele tempo/espaço... qual a interação? Qual sentido?
Existem problemas que não consiguimos ver por estarmos em função das coisas que estamos acostumados a fazer...
Do ônibus olho pela janela sorrisos, parece que não penso... que não sinto nada... só um vazio... gostaria de poder ver a minha cara de tédio olhando os outdoors, as pessoas, as vidas que passam... sempre passam... por mim...

Matheus

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sem rosto e sem mapa


O que é o presente?
Olho em volta e não consigo distinguir. Vejo um passado, vejo um futuro, mas não vejo o presente. O que me oferecem é uma idéia de futuro que nada mais é do que uma destruição do passado. Como se o passado e o futuro fossem eternos rivais em uma luta sem fim pela sobrevivência. Onde há passado, não pode haver futuro; onde há futuro, não pode haver passado.

Será que realmente estamos vivendo nesse tempo retilíneo e progressista, onde cada passo dado para frente apaga a pegada do último passo ultrapassado? Vejo o futuro na TV, e ele é sempre o novo, o incomum, o extraordinário o que “virá a ser”. Então abro um livro e vejo o passado, em páginas empoeiradas e desbotas, em uma linguagem incompreensível e ilustrado com as mais assustadoras imagens da selvageria e animalidade superadas. São essas as idéias de passado e futuro que minha cultura porcamente me oferece, mas ainda assim, não consigo enxergar o presente.

O que é o presente?
Ela é somente uma linha de fronteira entre o ontem e o amanhã? E se for, o que há dentro dela? O passado nos mostra o que já fizemos e pensamos; o futuro nos projeta o que iremos fazer e pensar. Mas e o presente? O que eu devo fazer e pensar hoje, agora, já?

Sinto-me no meio de uma batalha sem fim. Uma guerra invisível entre o passado e o futuro. Nessa guerra a única forma de avançar é destruir tudo o que já foi e construir cada vez mais e mais do que seja novo. Olho em volta e o que fazemos para seguir em frente é criar, construir, acumular todas essas criações, mas sempre com a idéia em mente de que amanhã, algo novo tem que ser construído, e para isso, tudo o que foi acumulado tem que ser eliminado.

É essa a guerra de nosso tempo? É nessa zona de transição conflituosa em que vivemos o presente? Será que o único trajeto a ser percorrido é o da linha reta em direção ao futuro inexistente e inovador? Não temos nada mais a aprender com as pegadas que insistentemente tentamos apagar? Seriam elas apenas referenciais do que devemos destruir, para assim construir, ou elas têm algo a dizer sobre o que a linha do presente significa?

Estou confuso. Oferecem-me explicações vagas do que fomos e do que seremos, de onde viemos e para onde iremos, mas continuo sem saber quem sou e sem nenhum mapa para me guiar.

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Ass: Carlos Teixeira - Magro

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Floresomos...

... Florindo numa perspectiva de integralidade, germina-se uma reflexão alternativa para que pensemos a harmonia, em vida, como uma conexão entre os seres...
Pois nos encontramos amarrados, no desencontro...


Naturais, passeamos pela existência que cria a vida crua, dos seres nus, sem ruas. E por fora da “ponte do racional”, que a tudo ignora, flutuemos pelo que se faz, em paz... A veia é florida; a via, temida... e que tememos, naturalmente. Corremos pela veia, e não pela via. ... Como animais, contemplemos inteirados, nadando no todo ar, esse horizonte que (nos) eterniza, unindo, no brilho dos olhares, a vida. “—Bastar-me-ia viver assim, olhando, contemplando contigo, alada vida”... Naquilo que não precisamos explicar, apenas ser e sentir. Viajando por essa imensidão, voamos num instante à fluidez das harmonias: vislumbramos deslumbrados que, saindo de nossas cabeças muradas, deslizamos por uma pureza delicada, leve e colorida, tornando-nos integrados, num infinito laço de vida sem nó, e conosco, fora desses maquiados rostos que somos que somam menos vida...


E nesses sonhos...

Acordamos ou dormimos... se adormecidos, voamos acordados?

Desperto mais uma vez, somente em mim, trancado...

...

Rafael